
Um grupo de 43 procuradores dos Direitos do Cidadão de todo País encaminhou ao procurador-geral da República Augusto Aras uma “notícia de ilícito eleitoral contra o presidente Bolsonaro. Eles pressionam Aras a investigá-lo pelo “ataque explícito ao sistema eleitoral, com inverdades contra a estrutura do Poder Judiciário Eleitoral e a democracia”.
“A conduta do presidente afronta e avilta a liberdade democrática, com claro propósito de desestabilizar e desacreditar o processo e as instituições eleitorais e, nesse contexto, encerra, em tese, a prática de ilícitos eleitorais decorrentes do abuso de poder, com enfoque na propaganda e na desinformação praticadas”, diz trecho da representação levada ao PGR.
A representação está em análise da vice-procuradoria-geral eleitoral. O órgão diz que o documento será apreciado “como todos os casos” e que “não é possível adiantar posicionamento”.
As supostas “inverdades” citadas pelos procuradores foram divulgadas por Bolsonaro na segunda (18), durante reunião com 60 embaixadores, ocasião em que o presidente voltou a repetir a tese, sem provas, de supostas fraudes no sistema eleitoral.
Após a nova ofensiva de Bolsonaro ao sistema eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu 20 alegações feitas pelo presidente – as quais são elencadas no documento dos procuradores dos Direitos do Cidadão. Segundo o grupo, as ‘informações falsas’ veiculadas pelo presidente foram, “de forma ágil”, rebatidas pela Secretaria de Comunicação e Multimídia do TSE, “no exercício do seu papel institucional de combate à desinformação”.



