
Eles pedem respeito ao resultado das eleições, ao processo eleitoral e às urnas eletrônicas.
Um novo manifesto em defesa da democracia deve ser divulgado no início de agosto e já reúne quase 3 mil assinaturas de personalidades, representantes de setores da economia e da sociedade, e pede respeito ao resultado das eleições, ao processo eleitoral e às urnas eletrônicas.
O documento foi organizado pela Faculdade de Direito da USP e entidades da sociedade civil. Dentre os que assinaram estão os banqueiros Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, do Itaú; Guilherme Leal, da Natura; Horácio Lafer Piva, da Klabin; Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda; Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, além de acadêmicos, juristas e artistas.
O texto afirma que o Brasil “está passando por um momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”.
E sai em defesa das urnas eletrônicas ao dizer que “o processo de apuração no país tem servido de exemplo no mundo, com respeito aos resultados e transição republicana de governo”.
Conclui que “no Brasil atual não há mais espaço para retrocessos autoritários”, afirmando que “ditadura e tortura pertencem ao passado”.
O movimento foi impulsionado pela reunião de Bolsonaro com embaixadores em Brasília, na qual o presidente colocou em dúvida a credibilidade do sistema eleitoral.



