
O manifesto foi organizado na Faculdade de Direito da USP e começou com mais de três mil assinaturas e foi aberto para o público na terça, 28 (para assinar, clique aqui)
Os organizadores estão fazendo um trabalho de filtragem para evitar sabotagem nas assinaturas.
Um variado grupo de empresários e juristas aderiu à carta, em tom duro em defesa da democracia brasileira e do sistema eleitoral. A mobilização terá como ponto forte um ato no dia 11 de agosto, em defesa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da democracia.
O texto não faz menção expressa ao presidente Bolsonaro, mas afirma que o país está “passando por um momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”. Ao citar “desvarios autoritários” que puseram em risco a democracia dos Estados Unidos, a carta diz: “Lá as tentativas de desestabilizar a democracia e a confiança do povo na lisura das eleições não tiveram êxito, aqui também não terão.”
A polêmica reunião entre o presidente Bolsonaro e embaixadores de vários países, na qual o presidente colocou em dúvida o sistema eleitoral do Brasil, impulsionou o movimento.
O manifesto é inspirado pela Carta aos Brasileiros de 1977, um texto de repúdio ao regime militar, redigida pelo jurista Goffredo Silva Telles, e lida também na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
No manifesto, disponível para assinatura do público em geral, estão petistas, tucanos, procuradores que trabalharam na Lava-Jato, o advogado que ajudava a campanha do ex-juiz Sergio Moro, ex-ministros de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT), Dilma e Temer, empresários, economistas liberais, subprocuradores-gerais da República, membros do Ministério Público Federal (MPF), uma ex-assessora de Paulo Guedes e João Doria (PSDB), a coordenadora de programa de Simone Tebet (MDB) e uma série de outras personalidades.
Entre banqueiros e empresários, estão Roberto Setubal, Candido Bracher e Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, Pedro Passos e Guilherme Leal, da Natura, Walter Schalka, da Suzano, Eduardo Vassimon (Votorantim) e Horácio Lafer Piva (Klabin).
Além dessa carta, outro manifesto está sendo preparado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), intitulado Em Defesa da Democracia e da Justiça, e faz parte de um dos atos organizados para ocorrer no dia 11 de agosto, na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.



