
Domingo houve debate dos oito candidatos. Eduardo Leite (PSDB) foi o maior alvo dos principais adversários, especialmente de Edegar Pretto (PT) e Onyx Lorenzoni (PL). (Extraído da coluna de Rosane de Oliveira)
Eduardo Leite não entrou nas provocações e deu a mesma resposta que dá quando cobrado nas entrevistas sobre a quebra de promessa de não concorrer e de não privatizar a Corsan ou de ter requerido a pensão de ex-governador, à qual acabou renunciando. Disse que a pensão era legal, mas recuou para que a campanha não fosse dominada por questão irrelevante. Sobre a quebra das promessas, disse que as circunstâncias mudaram e, por isso, reviu o que havia dito.
Edegar Pretto e Onyx usaram mais tempo para falar de seus candidatos a presidente (Lula e Bolsonaro) do que para apresentar propostas. Nas vezes em que se cruzaram nas perguntas, trocaram farpas e elogiaram o candidato que representam.
Vieira da Cunha (PDT) fustigou os principais adversários, mas reservou a maior parte da munição para Eduardo Leite, pelos problemas na área de educação, com foco no mau estado dos prédios das escolas e no baixo desempenho dos alunos. Invocou seu passado de secretário da Educação para criticar Eduardo Leite, que respondia com dados sobre o que seu governo fez para evitar a evasão e recuperar o que foi perdido na pandemia.
Luis Carlos Heinze (PP) mostrou-se pouco à vontade. Apesar de mostrar conhecimento sobre a situação do Estado, atrapalhou-se com dados e teve dificuldade para concluir os raciocínios dentro do tempo. Tentou se cacifar como o candidato do agronegócio, setor que sempre defendeu, e valorizou as emendas parlamentares a municípios gaúchos.
Ricardo Jobim (Novo) repetiu a estratégia agressiva de Mateus Bandeira na campanha de 2018. Defendeu o liberalismo e criticou desde a cobrança pela emissão da carteira nacional de habilitação até as taxas exigidas pela Fepam no licenciamento de empreendimentos complexos.
Roberto Argenta (PSC) falou mais como empresário do que como candidato. Em resposta a diferentes perguntas, usou exemplos do seu sucesso empresarial para dar a receita de como resolver os problemas do Estado.
Vicente Bogo (PSB) teve uma atuação discreta. Fez o papel de contemporizador nas vezes em que adversários tentaram usá-lo como escada para atacar Eduardo Leite.



