O jornalista Bernardo Mello Franco escreveu que o general Mourão não é o único aliado que gostaria de ver os herdeiros de Bolsonaro longe do palácio.
Os generais temem que confusões envolvendo Flávio, Carlos e Eduardo estraguem para o governo.
Flávio; o nome da vez
Os eleitores se dividem. Enquanto a maioria fica calada, uns defendem; dizem que é perseguição da mídia. Outros dizem que o PT era pior. Porém, há os que afirmam não ter corrupto de estimação e tentam saber tudo.
De fato, o senador Flávio está sendo pressionado a explicar as movimentações:
O pagamento de um título bancário de 1 milhão;
Os depósitos de 96 mil, feitos de 2 mil em 2 mil em dinheiro vivo;
A compra de apartamentos no valor 4 milhões e 200 mil.
Caso antigo e espinhoso
O gabinete de Flávio empregou (até novembro) a mãe e a mulher do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega , tido como o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco. O policial foi alvo de um mandado de prisão e está foragido.
A mídia segue dizendo: Ele já começou a dar algumas explicações. Mas será que vai aparecer mais alguma coisa?
É dever do político prestar todas as informações; é dever do brasileiro ir em busca de toda a verdade, seja ela qualquer for, seja contra quem for.
Enquanto isso, em Davos…
Falando no presidente, seu discurso na fórum de Davos foi curto, direto e bem rasteiro. Os motivos são óbvios. Bolsonaro nunca foi muito dado à oratória. Segundo, não tem muitas experiências internacionais. Portanto, acerta em só navegar em águas que conhece.
Só que os investidores queriam mais, mais e mais. Queriam, por exemplo, dados concretos sobre a reforma da Previdência. Mas isso, nem Deus sabe.



