
O governador conversou 15 minutos com o cantor que foi vítima de racismo em Porto Alegre
O cantor Seu Jorge foi alvo de uma manifestação racista durante show no Grêmio Náutico União. A conversa foi definida por Ranolfo como amistosa, e durou cerca de 15 minutos.
No vídeo que publicou segunda (17), Seu Jorge usou a bandeira do RS como pano de fundo e disse que não reconhecia naquelas manifestações o Estado que ele aprendeu a admirar. Citou vários personagens da cultura e do esporte gaúchos, como Elis Regina, Luis Fernando Verissimo e Ronaldinho Gaúcho.
Pela manhã, quando anunciou que falaria com Seu Jorge, Ranolfo garantiu que a polícia, sem dúvida, vai chegar a quem cometeu esses crimes. O chefe de Polícia, Fábio Motta Lopes, divulgou nota esclarecendo que, mesmo o cantor não tendo formalizado denúncia, o crime de racismo ofende a toda a coletividade.
O delegado informou que “um vídeo em que parte da plateia aparece chamando o cantor de macaco já está sendo analisado pela equipe de investigações e que ainda seriam solicitadas imagens das câmeras do clube. Testemunhas deverão ser ouvidas ao longo da semana.
A secretária da Cultura, Beatriz Araujo, repudiou o episódio. Em nota, escreveu:
“Vivemos um momento muito difícil na história de nosso Estado, dias de intolerância e desumanidades. São inaceitáveis as agressões sofridas por Seu Jorge, um dos maiores artistas brasileiros. Nessa semana, a Secretaria da Cultura promove o lançamento da terceira edição do Festival Cinema Negro em Ação, que dá visibilidade e protagonismo ao audiovisual realizado por pessoas negras de todo o país. Nossa mensagem para o Brasil é de que o RS está disposto a defender suas políticas públicas culturais”.



