
(Araponga) O que mais se fala é que houve uma “virada do Leite” no estado. Mas não foi só o Leite que virou. Outros também estão virando é a casaca.
Parte dos progressistas que declarou apoio a Onyx Lorenzoni (PL) após ele ter vencido no primeiro turno, dizem que agora estão com Eduardo Leite (PSDB). Dentre eles, a poderosa família Covatti.
Mas arrisco a dizer que em Santiago os progressistas também estão divididos, para não dizer que a maioria está com Eduardo Leite. É que o ex-governador gaúcho tem mais identidade com o município. E o que uma cidade quer se não é o acesso aos governos?
Com essa virada quero ver como fica o ex-prefeito Júlio Ruivo (PP), que foi empregado do governo Leite e que agora se abraça no opositor dele.

Claro, tudo pode acontecer. Afinal, as pesquisas não dizem nada com nada. Mas se der uma zebra do Eduardo Leite vencer, outros tantos que apoiam Onyx ficarão sem emprego.
Mas a política é assim. Agora mesmo, o próprio ex-candidato a deputado, Marcelo Brum, e que andou brigando por causa de um trator lá para São Chico, está de volta nas redes, declarando apoio a Onyx.
Isso que ele próprio se disse traído pelo ex-deputado Onyx que cedeu seu lugar na Câmara Federal. A traição envolve a emenda de um trator para uma região de São Francisco.
Hoje Marcelo surge enrolado nas bandeiras, como é do seu costume, e grava vídeo dizendo que está com seu traidor. VEJA AQUI E OUÇA O ÁUDIO DA TRAIÇÃO
Dá pra se dizer que em termos de homofobia, os dois se merecem. Marcelo disse que o RS precisava de um governador macho. Onyx disse que é preciso uma primeira-dama de verdade.

Pior fez um produtor gaúcho que mora na Bahia, o qual está em todos os jornais por ter espalhado áudio dizendo que obrigou funcionárias a colocar celular no sutiã para gravar o voto. Voto este adivinha para quem?
Essas pessoas pensam que, por gerar emprego, são donos dos empregados.
Capão do Cipó também é notícia, agora que o presidente da câmera é o prefeito. Tiago Tissot (PP) assumiu a prefeitura no lugar de Osvaldo Froner e Anselmo Cardoso, cassados por compra de voto.
Froner disse que isso é coisa da oposição que não aceitou a vitória esmagadora.
Também deixa claro que foi alguma manobra do pessoal do posto com seus cabos eleitorais, mas que sai tranquilo e jamais se escondeu ou deixou de comparecer quando chamado pela justiça eleitoral.
O contratempo que houve foi porque ele seguia orientação de seu advogado, que tentará reverter a situação na justiça.



