
As ações ocorrem em um contexto no qual o número de armas registradas nas mãos de caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) já passa da casa de 1 milhão, segundo levantamento dos institutos Igarapé e Sou da Paz. Isso que têm facilitado o acesso a armamento por criminosos.
A Operação Zona Cinza cumpriu 37 mandados e 11 ordens de suspensão de atividades, atingindo clubes de tiros e lojas de armas em três Estados: Pernambuco, Alagoas e São Paulo.
Quatro integrantes de uma quadrilha que fraudava o registro para obter armas e vendê-las ilegalmente. Os criminosos usavam as redes sociais para captar clientes. Na semana passada, outra operação apreendeu um arsenal, incluindo quatro fuzis, com um suspeito que teria obtido as armas por meio dos colecionadores, caçadores e atiradores esportivos (CACs). Em julho, foi preso um falso CAC que repassava armas para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nos últimos anos, a quantidade de armas para esses grupos aumentou 287%. O número de CACs subiu 474%, passando de 117.467 em 2018 para 673.818 até 1º de julho deste ano. A categoria pode adquirir de revólveres a fuzil, com direito a 60 armas, sendo 30 de uso restrito. Para colecionadores não há limite. O país tem hoje mais de 2 mil clubes de tiro.



