
O empresário ruralista gaúcho que mora na Bahia, investigado por ameaçar demitir funcionários e obrigar a filmar votos, aceitou o ajuste de conduta do Ministério Público do Trabalho. Com isso, ele terá que fazer uma retratação pública, esclarecendo o direito de todo trabalhador de liberdade de voto, e pagar uma indenização por danos morais coletivos no valor de 150 mil. (Ouça o áudio abaixo)
Adelar Eloi Lutz foi flagrado após divulgar áudios onde confessava a prática do assédio eleitoral e orientava que as trabalhadoras colocassem o celular no sutiã para provar que votaram no candidato à Presidência que ele indicou.
Ele ainda deverá orientar todo trabalhador que se sentir constrangido por seu patrão a denunciar o caso.
Já para o pagamento da indenização o empresário tem até 30 dias. O valor deverá ser depositado no Fundo de Promoção do Trabalho Decente (Funtrad) e será revertido para a própria região oeste da Bahia, onde o ruralista tem diversas propriedades de grande porte.



