Materiais foram encontrados na casa de um dos investigados e em hospital de Alegrete

O Ministério Público deflagrou a Operação para investigar a venda de próteses ortopédicas vencidas para hospitais do Estado. Diversas próteses foram apreendidas em Alvorada, na casa de um dos investigados.
Na Santa Casa Alegrete foram apreendidas duas próteses de quadril fabricadas em 2014, com data de validade de cinco anos, ou seja, 2019. No entanto, etiquetas de reprocessamento (reesterilização) estavam coladas em cima da data de validade. O próprio fabricante não autoriza o chamado reprocessamento. O hospital está colaborando com as investigações.
Uma profissional da instituição que denunciou o esquema é quem impediu que o produto vencido fosse utilizado.
“Uma prótese vencida em 2019 e houve a tentativa de utilização numa cirurgia em 2022”, conta o promotor Alcindo Bastos.
Mandados de busca estão sendo cumpridos em nove endereços de Alegrete, Alvorada, Porto Alegre, Guaíba e Cachoeirinha. Fiscais da Secretaria da Saúde fiscalizam 13 hospitais de Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Alegrete, São Gabriel, Viamão, Campo Bom e São Jerônimo.
Quem são os pacientes que podem ter recebido esse material?
O promotor Alcindo Bastos e sua equipe agora vão investigar se há participação de mais gente no esquema, além dos sete suspeitos já identificados. Quer saber se todas as instituições de saúde que compravam as próteses ortopédicas foram vítimas ou se há participação de algum funcionário. Também tentará descobrir quantos e quem são os pacientes que podem ter recebido esse material.

Investigação
Uma distribuidora vendeu as próteses para hospitais e/ou para algum intermediário. Para tentar burlar a transação, etiquetas com datas de validade alteradas eram coladas por cima das originais que estavam vencidas.
Os investigadores descobriram, ainda, a existência de possíveis empresas de fachada e de laranjas como responsáveis.
Há duas distribuidoras de produtos para a saúde, uma em Alegrete e outra em Porto Alegre. A prótese é um membro artificial que substitui uma parte do corpo que está faltando.
Tudo começou com a descoberta de um rolo de etiquetas de esterilização encontradas junto a próteses ortopédicas que estavam na Santa Casa de Alegrete. Funcionários do próprio hospital que descobriram e denunciaram. (F: Zero Hora)




