
Alexandre Gomes Machado atuava como cargo de confiança desde 2014 em setor responsável pela coordenação do grupo de emissoras que transmitem a propaganda eleitoral em rádio e TV
O Tribunal Superior Eleitoral se manifestou sobre a exoneração do servidor Alexandre Gomes Machado. Ele atuava como assessor de gabinete da Secretaria Judiciária da Secretaria-Geral da Presidência do TSE, em setor responsável pela coordenação do grupo de emissoras que transmitem a propaganda eleitoral em rádio e TV. O afastamento se dá por “indicações de reiteradas práticas de assédio moral, inclusive por motivação política, que serão devidamente apuradas”.
Machado é servidor de carreira do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e seguirá atuando na segunda instância da Justiça Eleitoral após a medida. Com a exoneração, o funcionário deixará apenas de trabalhar no cargo de confiança que ocupava no TSE. Ele estava cedido desde 2014, e era o responsável pela área de recepção das mídias da campanha eleitoral.
A exoneração ocorre em meio a denúncias da campanha de Bolsonaro a respeito de supostas irregularidades na veiculação dos materiais da propaganda obrigatória.
Ao tomar conhecimento do seu desligamento do TSE, o servidor foi à Polícia Federal.
Aos agentes, Machado teria relatado que desde 2018 fez reiterados alertas no TSE sobre falhas na fiscalização das inserções na propaganda eleitoral obrigatória em rádio e TV. Ele teria dito, ainda, que foi demitido logo depois de encaminhar à chefia de gabinete um e-mail de uma rádio de Minas Gerais em que a emissora informava ter deixado de veicular cem inserções do candidato Bolsonaro na propaganda obrigatória.
Inicialmente, o TSE alegava que a demissão de Machado fazia “parte das alterações que o presidente da Corte, Alexandre de Moraes, tem promovido em sua equipe após assumir o cargo”.
Entretanto, em novo comunicado, emitido nesta tarde, o TSE atribuiu sua exoneração à má conduta de Machado, como “reiteradas práticas de assédio moral, inclusive por motivação política”. Sua ida à PF foi uma tentativa de evitar sua responsabilização. “As alegações feitas pelo servidor em depoimento perante a Polícia Federal são falsas e criminosas e, igualmente, serão responsabilizadas”, diz o comunicado do TSE.



