
E o que poderá fazer o mercado reagir bem ou mal nos próximos dias e semanas
A jornalista Giane Guerra (Zero Hora) escreveu que, contrariando o senso comum, mas sem surpreender o mercado financeiro, a bolsa de valores subiu e o dólar caiu. Mesmo que o meio do pregão seja repleto de oscilações, o fechamento tem sido positivo. O movimento ocorreu mesmo com o receio de que o presidente Bolsonaro viesse a contestar o resultado da eleição, gerando crise política e provocando o que vinha sendo chamado de “terceiro turno”.
Esse momento, segundo especialistas, vai da segurança de saber finalmente o resultado de uma eleição acirrada até o investidor já ter “precificado” os ativos considerando este cenário.
“Os participantes do mercado não deixaram para tomar suas decisões em relação às eleições exclusivamente na segunda-feira seguinte. Os preços dos juros futuros, das ações e do dólar já representavam a percepção até então”,explica Wagner Salaverry, sócio da gestora de fundos Quantitas.
Para Bruno Madruga, diretor de renda variável da Monte Bravo Investimentos, os bons desempenhos das empresas, que estão divulgado os resultados do terceiro trimestre, e o aporte estrangeiro também ajudam a explicar a alta do Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas da B3, a bolsa de valores de São Paulo. Ele destaca ainda que o país tem atualmente um bom retorno de juros real (a diferença entre a taxa Selic e a inflação) para os investimentos, se destacando entre os emergentes. E a coluna lembra que a Rússia, outro mercado do tipo para onde vai o “dinheiro gringo.”
“Além de não ter alternativa entre os emergentes, acabou a dúvida de quem efetivamente seria o presidente brasileiro. Definição e segurança são boas para a renda variável. A bolsa de valores se beneficiou”, reforça Madruga.



