O pastor Silas Malafaia também suavizou o discurso e disse que só podia “orar” pelo presidente rém eleito

A vitória do ex-presidente Lula gerou, em um primeiro momento, recuo de figuras representativas do meio evangélico, como Edir Macedo e Silas Malafaia. O fundador da Igreja Universal falou durante uma live em “perdoar” o petista e atribuiu a vitória no pleito à “vontade” divina.
“Não podemos ficar com mágoa, porque é isso que o diabo quer”, disse o bispo. E acrescentou: “O diabo quer acabar com sua fé, com seu relacionamento com Deus por causa de Lula ou dos políticos. Não dá, não dá, minha filha, bola pra frente, vamos olhar pra frente”.
A igreja liderada por Macedo foi uma das opositoras mais ferrenhas ao petista e apoiadora do atual chefe do Executivo. A suavização do discurso ocorre no momento em que grupos golpistas protestam no País contra os resultados das eleições.
Silas Malafaia adota tom leniente
O pastor Silas Malafaia foi um dos principais cabos eleitorais de Bolsonaro e opositores do PT nos últimos anos. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele afirmou que seu “papel é orar” por Lula. O religioso estava em um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, a qual é líder, quando a derrota do correligionário foi confirmada.
“O cara ganhou? Meu papel é orar por ele, esse é o meu papel. Já fiz a oração aqui na igreja. Até os idiotas do PT tentaram usar, mas sempre disse que a igreja não apoia ninguém, quem apoia somos nós. A igreja é uma instituição que está acima disso. Eu que apoio, que sou cidadão, entendeu?”, disse.



