Como já era de se esperar, os debates foram de comemorações de um lado e frustrações de outro, pela eleição de domingo passado.

O xerox do Bolsonaro
Alexandre Colpo (Xandi do PP) – “Fiz a campanha para o meu presidente e não me arrependo. Nunca fui de ofender em rede social e se querem falar de mim, falem da minha vida pública. Comentei e reafirmo que sou favorável às armas, sou cidadão de bem, fiz exame psicotécnico, passei no curso de tiros, paguei as taxas e gerei impostos ao governo. Quanto aos livros, eu não sou contra, vereador Éden, pois eu ajudo mais de 100 crianças por ano com material escolar. Tenho pavor de deboches; falaram do meu tio rico e que sem ele eu não era nada. Eu comecei a trabalhar com 9 anos entregando leite e hoje agradeço ao meu tio rico pelos ensinamentos. Também falaram do IF, eu estudei lá, mas nem por isso tenho que beijar os pés do ex-presidiário”, desabafa Xandi.
Democracia é aprender engolir a derrota
Éden Caldas (PT) – “Ouvindo a fala do vereador Xandi, percebo que ele está nervoso e alterado. Se fôssemos nós que tivéssemos perdido a eleição eu estaria tranquilo; já participei de tantas. Em 89 votei pro Lula, fomos pro segundo turno e acabamos perdendo pro Fernando Collor que foi um péssimo presidente. Eu aprendi a engolir as derrotas. Essa é a democracia, mas tem gente que é contra a democracia.
Hoje a gente está assistindo às manifestações de baderneiros e arruaceiros, que sequer obedecem o comando das lideranças dos caminhoneiros. Espero que o vereador Alexandre não esteja no meio”, rebate Éden.
Discurso coerente
Carlos Wallau (PDT) – “Gostaria de dar os parabéns aos mais de 60 milhões de brasileiros que votaram em Lula, mas também não posso deixar de citar os quase 60 milhões de votos que teve Bolsonaro; isso deu uma diferença de menos de 1%. Mas como diz a lei, com 50% mais um voto é o vencedor. A gente torce e deseja que seja um bom governo e que o discurso feito pelo novo presidente seja concretizado, pois ele foi bastante feliz no que disse”, encerrou Wallau.



