
Na tarde desta terça-feira (22/11), aconteceu a abertura da Exposição Margaridas, nas dependências da delegacia de polícia. Santiago é o primeiro município do interior gaúcho a receber esta exposição, que simboliza a luta pela redução da violência contra a mulher. Santiago também foi o primeiro município gaúcho a inaugurar uma sala das Margaridas, que hoje já são mais de 50 no Estado. A Exposição Margaridas é uma iniciativa da Delegacia de Polícia de Santiago e da Associação Mulher Empreendedora.
A partir de hoje até o dia 10 de dezembro, a Exposição Margaridas estará à disposição da visitação pública, respeitando o horário comercial, como parte das ações pelos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.

A policial civil, Suzy Luz será a curadora da Exposição Margaridas em Santiago, ela que também foi vítima de violência doméstica e tem trabalho voltado à importância das mulheres denunciarem à polícia.
Fizeram o pronunciamento da palavra a delegada de polícia, Débora Durlo Poltozi, a assistente social, presidente da Coordenadoria dos Direitos da Mulher e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Paola Muniz Nicola, a jornalista e presidente da Associação Mulher Empreendedora, Sandra Siqueira e a curadora da exposição, a policial civil Suzy Luz.
A Exposição Margarida aborda a questão da violência de gênero no RS. Composta por fotos de gaúchas vítimas de violência que recorreram às Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher, as imagens pretendem conscientizar a sociedade para a importância de enfrentar a violência de gênero e incentivar as mulheres a denunciar agressões a que são submetidas.

Idealização
A exposição Margaridas foi idealizada pela vereadora Cláudia Araújo, que atua como procuradora da Mulher na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Ela ressaltou que o principal propósito da iniciativa é “dizer às mulheres que elas não podem se calar diante da violência e que há pessoas do outro lado para acolhê-las”. Cláudia defendeu ainda a ampliação da rede de apoio e a implantação de novas casas de acolhimento para vítimas de violência.









