
O Ministério Público gaúcho deflagrou, na manhã desta sexta-feira (02), uma operação contra crimes de apropriação indébita, estelionato e lavagem de dinheiro supostamente praticados contra uma tradicional cooperativa de laticínios com sede em Pelotas, que tem milhares de associados espalhados em 45 municípios da Região Sul do Estado.
Com o apoio da Brigada Militar, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em quatro residências em Pelotas e uma empresa em Capão do Leão. A pedido do MP, três dos quatro alvos da operação tiveram imóveis bloqueados, totalizando R$ 60,7 milhões, valor estimado do prejuízo que teria sido causado à Cosulati (Cooperativa Sul-Riograndense de Laticínios). Ninguém foi preso. As investigações iniciaram há três anos, a partir de representações protocoladas no MP, acompanhadas de farta documentação, que apontam possível apropriação de valores por um ex-diretor-presidente da cooperativa.
A investigação aponta que o ex-mandatário deixou a cooperativa com prejuízo superior a R$ 60 milhões. No período, além de acumular dívidas, destinou valores da empresa para pagamentos de despesas particulares e de seus familiares, depósitos em sua conta bancária pessoal ou repassados a empreendimentos da família. Em um dos negócios que ele fazia entre a cooperativa e os estabelecimentos dos quais o homem e seus parentes eram sócios, foi constatado que, em 2015, a cooperativa pagou por 1.710 vacas da raça holandesa, mas só recebeu 816 animais. (Fonte: O Sul)



