O principal ponto foi uma gravação telefônica em que era mencionada distribuição de cestas básicas.

Por maioria, o Tribunal Regional Eleitoral considerou válida a decisão que deferiu a interceptação telefônica envolvendo a dupla eleita em 2020, Renato Cortelini (Gambá) e Jeremias Oliveira, da coligação UPA, formada pelo MDB e PDT.
Por unanimidade, a ação foi julgada parcialmente procedente para cassar os diplomas, além do prefeito e vice, do vereador Vasco Carvalho. Também foi decretada a inelegibilidade de Jeremias Oliveira, Vasco Carvalho e de Ananias Sobrinho por oito anos subsequentes à eleição municipal de 2020.
Jeremias de Oliveira e Vasco ainda firam multados em 26 mil e 600 reais.
O prefeito Paulo Cortelini não sofreu as penas de inelegibilidade e multa aplicadas na sentença.
Foi determinado, ainda que, após a publicação do acórdão, seja comunicado ao juízo de origem para que adote providências para cassar os diplomas, e que o presidente da Câmara assuma o cargo de prefeito. Após, haverá nova eleição.
“Vamos recorrer dessa armadilha, emboscada que fizeram conosco. A minha consciência está tranquila. Foi feita uma armadilha pelo grupo opositor, que sabia que não tinha como ganhar as eleições de maneira lícita. Vamos recorrer ao TSE”, afirmou Cortelini.




