
(Luana Diello – Santiago – escritora, mestra em reiki.)
Eu estava escrevendo um artigo sobre a “Síndrome de Adão” e me percebi rindo… Desde os primórdios da criação (aos que defendem o criacionismo) só deu ruim pra geral, pois o Adão ficou de boas lá no paraíso e deixou a Eva de bobeira por aí. Custava chamá-la para comer umas uvas ao pôr do sol?
Então, vem a serpente, conversa com a Evinha, propõe uns lances diferentes e voilà!
Mas nos ensinaram a odiar quem? Quem? Quem? Poxaaaa, Adão, era só dar assistência!
Enquanto ao tom da narrativa, é inevitável com o Sol em Sagitário. Há quem queira debater sobre a conduta psicossocial do Adão e argumentar a diferença entre criação x evolução; também há quem condene-me à fogueira por esse texto.
Infelizmente, até hoje, existem relacionamentos fundados na doutrina radical do cristianismo, islamismo e tantas outras, onde a varoa ideal é aquela submissa que dá espaço para o homem ficar em paz; atende a suas necessidades fisiológicas, e ai dela se ousar ter o Kama Sutra na cabeceira da cama.
A violência doméstica é comum nesses casos, e na busca por socorro, envergonhadas, elas consultam seus líderes religiosos que lhes aconselham a orar, suportar, passar pelo deserto. Já os mais sensatos, orientam à oração, terapia, e Maria da Penha.
Na versão controladora, as mulheres são obrigadas a terem relações sexuais, suportarem piadas machistas, homofóbicas e racistas, críticas diárias na maneira de pensar, falar, vestir, colocando seus desejos, sonhos e lucidez na gaveta. Isso é o paraíso? Isso é coisa de Deus? Mas, se o relacionamento não der certo, a culpa é da mulher, do inimigo, da macumba e nunca do patriarcado.
É lamentável ver que um padrão comportamental arcaico, ainda ter força na era da informação. E aos homens que cuidam suas esposas para elas sentirem-se amadas e respeitadas, saibam que vocês não são especiais; são apenas uns caras normais fazendo o mínimo.



