
Uma reportagem da Revista Veja mostra como o ex-todo-poderoso ministro José Dirceu está voltando à cena da política com participação nas rodas de conversas de ministeriáveis e com pedidos de cargos no governo Lula.
Apesar de se manter distante dos holofotes, Zé Dirceu assumiu um papel de articulador, viajando pelo Brasil para ajudar na formação de palanques e na conquista de apoios.
- Ele ainda era procurado por lideranças de outros partidos, como Renan Calheiros, do MDB, em busca de formação de uma frente de apoio mesmo ainda enquanto a senadora Simone Tebet era candidata pela legenda.
Agora, passada a eleição, Zé Dirceu é alvo de cobiça para tratar da formação de ministérios. Os cotados batem em sua porta em busca de apoio. Em contrapartida, ele já procura eventuais ministros na tentativa de emplacar aliados em cargos no segundo e no terceiro escalão. “Não tem uma pessoa que não fale com ele”, resume um amigo. Tudo isso acontece, porém, com extrema discrição.

Quem conversa com Dirceu garante que ele tem acesso a Lula, mas ninguém sabe (ou quer dizer) qual o caminho. A leitura é feita com base em uma “senha” dada pelo ex-todo poderoso ao colher as demandas. “Vou levar esse assunto adiante”, costuma repetir. O “adiante”, para muitos, tem nome e sobrenome: Luiz Inácio Lula da Silva.
Em decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Dirceu havia sido condenado a 27 anos e quatro meses de prisão, em regime inicial fechado pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.



