Os efeitos são devastadores, principalmente em países como Estados Unidos e outros líderes em pesquisas

Logo depois que a pandemia, o governo suspendeu as exportações de macaccos usados em experiências de laboratório. Uma das preocupações das autoridades sanitárias era que o vírus pudesse se espalhar ainda mais pelo mundo. Três anos mais tarde, a proibição persiste e seus efeitos são devastadores nos líderes em pesquisas científicas.
Estima-se que 115 milhões de animais sejam utilizados em experimentos de laboratório todos os anos no mundo. Antes da pandemia, a China contabilizava de 12 a 13 milhões de bichos para estudos e exportava 40 mil primatas. Só no ano passado, dos 240 mil macacos criados para tal fim no país, apenas 30 atingiram os critérios ideais para aplicação de testes.

O problema se aprofundou porque os cientistas chineses consumiram quase todos em suas instalações. O mercado global ficou então desequilibrado e assim deu-se a disparada dos preços: um espécime desse tipo, que valia cerca de 2 mil dólares em 2017, pode atingir hoje a cotação de 20 mil dólares.
Apesar dos protestos de entidades que defendem os direitos dos animais, os cientistas argumentam que não há como substituí-los nos testes, em razão de sua semelhança fisiológica e genética com os humanos.
Portanto, aplicar fármacos e vacinas nos macacos e outros bichos antes que os produtos sejam lançados é uma necessidade que não será eliminada. Por mais que as novas tecnologias avancem, dificilmente as máquinas serão capazes de ocupar o lugar de seres orgânicos.



