
O Ministério Público Federal e a Procuradoria Regional Eleitoral do Rio pediram, nesta quarta-feira, a inelegibilidade e a cassação da chapa eleita do governador Cláudio Castro (PL).
O Ministério Público Federal aponta abusos de poder político e econômico no caso da folha de pagamento secreta da Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro), com cerca de 27 mil pessoas, e também na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com mais 18 mil beneficiados. As contratações teriam sido realizadas sem concurso e em desrespeito às normas de transparência.
Para a Procuradoria Regional Eleitoral, elas tiveram como consequência uma “inequívoca interferência sobre o processo eleitoral ocorrido nos últimos meses, que culminaram, inclusive, na eleição dos primeiros representados.”
Além de Castro, o MPF denunciou o vice-governador eleito, Thiago Pampolha, e outras dez pessoas, como deputados federais e estaduais eleitos.
Segundo a denúncia, os contratados, na verdade, eram “apoiadores”, obrigados a promover as candidaturas e atuar como “cabos eleitorais disfarçados de servidores públicos temporários, o que denota gravidade suficiente para comprometer a legitimidade e a lisura do processo eleitoral…”



