
A equipe do presidente eleito Lula (PT) estuda dividir o atual ministério da Infraestrutura em dois ministérios: um ministério cuidaria de portos e aeroportos e o outro de rodovias e ferrovias. A proposta é analisada pela equipe de Lula, que ainda não decidiu se fará a divisão.
Lula também vem discutindo com auxiliares e aliados o número de ministérios para o começo do terceiro mandato presidencial. O novo governo deve ter de 36 a 39 pastas, segundo informações de integrantes da transição que estão trabalhando na definição da estrutura.
O tamanho do futuro gabinete passa por confirmar a divisão do atual ministério da Infraestrutura, bem como dar ou não status de ministério à Secretaria de Comunicação (Secom) e à Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) – cujo nome mais cotado é o do ex-chanceler Celso Amorim.
Recorde de ministérios
O governo de Jair Bolsonaro tem 23 ministérios. Muitas pastas foram rebaixadas ou deslocadas para outros ministérios –como o Ministério da Cultura. Se chegar a 39 ministérios, Lula vai igualar o recorde de pastas em um governo, ocorrido no primeiro mandato de Dilma Rousseff.
O presidente eleito não se incomoda com as críticas de que terá um gabinete inchado. O argumento dos petistas é que a criação de ministérios gera um impacto orçamentário muito pequeno se comparado ao benefício gerado pela melhoria das políticas públicas, à eficiência no uso dos recursos e à representatividade de pautas que ganhariam relevância com um ministério próprio. (G1)



