Tanto a depressão quanto a ansiedade mudam o comportamento das pessoas

Por exemplo, quem antes parecia ser tranquilo, agora é inquieto e preocupado. Quem antes era bem-humorado, agora parece estar sempre cabisbaixo.
Pessimismo, reclamações constantes, medo irracional e posturas indecisas ou desanimadas costumam ser indicativos que a saúde mental de alguém não vai bem. O diagnóstico da depressão ou ansiedade é feito pelo psicólogo ou médico psiquiatra.
O que é a depressão?
(Autora: Thaiana Brotto) A depressão é uma condição caracterizada, sobretudo, pelo humor negativo na maior parte do dia, desânimo e falta de interesse generalizada. Às vezes as pessoas dizem que estão ‘deprimidas’ quando estão tristes ou desanimadas.
Enquanto ambos são sintomas depressivos, a tristeza e o desânimo no contexto da depressão diferem do súbito baixo-astral o qual as pessoas normalmente se referem.
Assim, a tristeza é uma resposta emocional a um acontecimento negativo, como uma traição no relacionamento, uma demissão ou uma notícia ruim que pegou você de surpresa.
Quando você se pega triste sem nenhum motivo aparente e não consegue ficar de bom humor por muito tempo, é sinal de que pode estar com depressão.
Essa condição pode ser desencadeada por fatores genéticos, como histórico de depressão na família; ambientais, como experiências ruins na infância ou um evento estressante na vida adulta; e temperamentais, como uma mentalidade naturalmente pessimista.
DEPRESSÃO:
6 sinais e sintomas que podem indicar depressão
Distúrbio do sono; Desinteresse nos hobbies e desânimo para atividades cotidianas;
Ganho de energia repentina; Distúrbios alimentares;
Sentimento de culpa, tristeza e/ou irritabilidade constante; e Pensamentos negativos.
O que é a ansiedade?
A ansiedade é uma resposta natural do organismo à uma situação que desperta preocupação, como uma apresentação em público, uma conversa difícil ou o enfrentamento de um medo.
Ela aparece somente quando há um gatilho e desencadeia nervosismo, inquietação, medo e sintomas físicos, como palpitações, suor excessivo, tremores pelo corpo, desconforto estomacal, entre outros.
Quando a situação estressante passa, a ansiedade também desaparece. A ansiedade patológica, por outro lado, não desaparece. Ela é um fator constante na vida da pessoa ansiosa.
A preocupação, medo, inquietação e desconfortos físicos persistem e, ainda, são acompanhados de outros sintomas, como o pensamento acelerado e os comportamentos de esquiva.
Os transtornos associados à ansiedade são diversos, dado que esse sentimento se manifesta de inúmeras formas e afeta faixas etárias de maneiras diferentes.
Alguns exemplos são o transtorno de ansiedade de separação, mutismo seletivo, transtorno de ansiedade social, fobia específica, entre outros.
Diferença entre ansiedade e depressão
Existem muitas diferenças entre ansiedade e depressão. A primeira condição tem como principais sintomas a preocupação e a inquietação persistente.
A pessoa ansiosa pensa muito no futuro e quase sempre os seus pensamentos têm caráter negativo. Ela antecipa o sofrimento de uma possível situação desagradável. A pessoa ansiosa é hiper vigilante.
Ela presta atenção nos mínimos comportamentos dos outros e em palavras ditas durante conversas casuais para depois ficar pensando sobre elas. Ela pode acreditar que eles não são uma aversão ou tipo de julgamento à sua própria conduta, mas pensa demasiadamente sobre eles mesmo assim.
Já os principais sintomas da depressão são a tristeza constante, a súbita perda do interesse por coisas que antes eram agradáveis e o desânimo. O estado de humor pessimista da pessoa depressiva é percebido nas suas posturas, opiniões e atitudes.
Ela deixa de ser sociável, preferindo se isolar a tentar explicar o porquê da sua mudança de humor a amigos e familiares.
O que antes despertava prazer deixa de fazer sentido, fator que contribui para o isolamento. Em quadros graves, a pessoa depressiva possui pensamentos suicidas.
Thaiana Brotto é psicóloga especialista pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Neurociência pela PUC.



