
Ele projeta investimento na perfuração de poços
Giovani Feltes reconhece que haverá prejuízos, mas diz que devem ser menores do que na temporada anterior. Ele falou na Rádio Gaúcha
A Secretaria Estadual de Agricultura prevê uma estiagem menos severa neste verão. No entanto, o secretário reconhece que, mais uma vez, haverá perdas significativas.
“A princípio, me parece que não vai ser tão agudo quanto fora 2022. A princípio. De qualquer forma, a gente não desconhece um volume significativo de prejuízos, que acaba inferindo ao produtor, nas mais variadas áreas de atuação, do agro e da pecuária. E isso tem desencadeado avaliações permanentes”, disse Feltes em entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
Desde 1º de dezembro, 53 municípios gaúchos decretaram situação de emergência. No entanto, se comparado aos últimos ciclos, o período atual coloca menos municípios em emergência. Considerando os períodos entre outubro e dezembro, foram 28 decretos em 2022, quatro vezes menos do que em igual período de 2021, quando foram registrados 117.

Nesta temporada, a Região Central e a Fronteira Oeste são as mais atingidas, conforme Feltes.
“Se pudéssemos fazer um corte vertical no mapa do RS, mais fortemente em direção à fronteira, a partir do centro do Estado. São áreas bastante agudas de falta de chuva. O RS tem um regime de chuvas que propicia certo conforto, desde que tivéssemos estrutura para fazer sua reservação (da água) — explicou o secretário.
Perfuração de poços
Segundo Feltes, o atual governo vai investir, principalmente, na perfuração de poços artesianos:
“A gente tem que fazer uma inversão. Nós vamos dar prioridade absoluta aos poços, porque cisternas, agora, não têm muito sentido, na medida em que não há água para ser coletada”, disse.
A ideia é fornecer recursos aos municípios por meio de repasses, para que as próprias prefeituras possam contratar a abertura dos poços. São quase R$ 70 milhões à disposição para esse investimento — estima-se que cada poço exija aporte de cerca de R$ 120 mil.
“Existem custos variados, de região para região, mas acho que isso (o repasse de recursos às prefeituras) daria certa celeridade. Inicialmente se buscou uma licitação. Apareceu apenas um interessado, e era difícil quantificar quanto fazer, ter ideia do custo… São dezenas, centenas de municípios a serem beneficiados”, explicou o secretário.
Feltes ainda destacou o programa Avançar, que contemplou investimentos na perfuração de poços, abertura de pequenos açudes e compra de equipamentos. Conforme a Secretaria do Planejamento, foram 199 poços abertos em 198 municípios em 2022 com recursos do programa. Em 2021 foram 23 poços e 141 em 2020.



