
Por Marcelo Menna Barreto (Extra Classe)
A idosa que viralizou “quebrando tudo” em Brasília no dia 8 de janeiro tem denúncias por falsificação, estelionato e já foi condenada por tráfico
Entre os possíveis detidos depois do quebra-quebra do dia 8, em Brasília e que, para bolsonaristas, poderiam estar sendo maltratados (tese desmentida amplamente pela cobertura da imprensa), a “dona Fátima”, a vovó quebra-tudo, tem antecedentes criminais que contrastam com a alegada defesa dos bons costumes e sequer foi presa. Por ironia, ela mesma acabou vítima de Fake News.
Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, 67 anos, teoricamente para políticos e bolsonaristas é mais uma idosa que poderia ter sido presa de forma arbitrária por estar presente em Brasília durante o caos promovido por terroristas no último domingo.
Ela, no entanto, além de não figurar na lista divulgada das detidas que seguiram para a penitenciária conhecida como Colmeia, tem um histórico no mínimo interessante. A cidadã de bem, defensora dos bons costumes e da família, registra condenação por tráfico de drogas com envolvimento de menor de idade na porta da sua residência no município de Tubarão (SC) e denúncias por falsificação de documentos e estelionato.
Maria de Fátima aparece entre os bolsonaristas em vídeos feitos por vândalos, saudada por estar “aqui quebrando tudo”, e – segundo ela mesma – ter defecado no ambiente vandalizado. Nove anos atrás, a idosa foi detida na madrugada do dia 14 de janeiro de 2014 por Policiais Militares que realizavam rondas no em seu bairro, em uma região de “intenso comércio de drogas”, em sua cidade.
Nas imagens produzidas por seus parceiros não dá para identificar precisamente se o quebra-quebra foi no Congresso, no Planalto ou no Supremo Tribunal Federal.
A única dica sai da boca da própria Maria de Fátima: “É guerra! Vamos pegar o Xandão agora”, ao se referir ao ministro Alexandre de Moraes.



