Capão do Cipó festeja a boa e nova era educacional

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O grande carro-chefe desse salto educacional foram as conclusões de duas grandes obras.

A secretária de educação de Capão do Cipó é natural de Joia. Ela nasceu numa família de três irmãos. Hoje é casada e tem três filhos. Desde 2001 atua como educadora, nos últimos anos, como secretária municipal. Estamos falando de Angela Zucolotto Diedrich, 43 anos, que hoje fala à nossa reportagem, presta contas de seu trabalho e projeta novas metas.

Angela e João Lemes (NP)

Tudo foi aprendizado

Essa educadora é filha de pequenos agricultores e desde cedo conheceu bem as lidas de uma propriedade rural. Morou em vários rincões e só ingressou na aula aos 7 anos, justo no dia em que nascera seu irmão caçula, por isso, teve que ir sozinha para a escola. Mas ela conta essas experiências de estudar longe de casa etc., confiante que aprendeu muito.

“Nós temos estrutura, e com alguma adaptação, isso será possível. Já temos alguns profissionais, e com ajustes poderemos economizar muito e melhorar a vida dessas crianças”, disse a secretária.

Professora por vocação

Lembra do magistério que cursou no Instituto Isaías, em Santiago. Foi nessa época que viu que o seu caminho era a educação. Entre seus principais sonhos está a vontade de construir uma melhor humanização para todos no município que viu nascer, a começar pela sala de aula.

Um ensino de qualidade começa cedo

Dentro de uma proposta mais humanizadora e qualitativa, com mais condições para se buscar o ensino, Angela destaca o avanço da administração ao lado do então prefeito Osvaldo Froner, quando todos os alunos da rede municipal ganharam kit escolar, desde mochila ao lápis de cor, uniforme, além da merenda, que já é de costume.

Mais inovações

Os professores ganharam equipamentos como chromebook e muita preparação, pois a formação continuada não para. Em breve, os mais de 35 professores terão um curso de 180 horas sobre gestão escolar e outros temas para reforçar a sua capacidade.

Um ano de investimentos

Nos últimos anos houve muitos investimentos em reformas, tanto na escola municipal de ensino fundamental Júlio Biasi (que inclusive ganhou reformulação no seu laboratório de informática), como na Emei Pingo de Gente e na escola estadual no centro do município, que foi preciso deixar em condições.

As maiores realizações

Mas o grande carro-chefe desse salto educacional foram as conclusões de duas grandes obras. Segundo Angela, as obras da Escola Estadual (no centro do município) e a creche (Emei) estavam totalmente abandonadas e, mesmo com muita burocracia e percalços da pandemia, as duas saíram do papel e hoje estão funcionando muito bem. Inclusive, na escola estadual, há espaço para funcionamento do PIM e para o futuro Centro Educacional Especializado.

Na emei Pingo de Gente, mesmo depois da obra construída com recursos federais, o município investiu em torno de 250 mil reais com cercamento, parquinho, fechamento interno, mobiliário e equipamentos.

Ensino médio de qualidade

Outros 150 mil foram necessários para dar condições à nova escola estadual no centro do município. Recebeu cercamento, muro (o qual foi erguido duas vezes devido à tormenta) e mobiliário. Hoje essa moderna escola representa um sonho alcançado, com ensino médio no centro da cidade, onde cerca de 70 alunos já frequentam.

Planos para 2023:

Escola integral. Mas seus objetivos não param por aí

Estão nos planos da secretaria iniciar em 2023 a escola integral. Serão três dias por semana que o aluninho ficará na escola o dia todo, tendo aula tradicional, alimentação, recreação, oficinas com reforço em linguagem e matemática, artes e esportes. “Sei que não é o suficiente porque gostaríamos de ter escola integral todos os dias, mas sei é importante dar esse primeiro passo”, diz Angela.

Ilustração

Centro educacional especializado

A secretaria Angela ainda falou do seu sonho em ter no município um centro educacional especializado. “Hoje já são em torno de cinco alunos que frequentam escolas especiais em Santiago, como a Apae. Essa demanda tende a aumentar e não é justo que essas crianças passem muitas horas dentro do transporte, além de ser um custo pesado”, observa.

Envolvimento de todos

“É isso. Educação não se faz da noite para o dia. Educação é algo que demanda tempo, gestão, muito investimento e o envolvimento de toda a sociedade. Entendo que proporcionando ensino de qualidade aos nossos filhos, todos terão condições de ter uma vida mais digna”, encerra a secretária Angela. Veja mais no Expresso desta sexta, 20.

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