
O eletricista e taxista Alan Diego dos Santos Rodrigues se entrega e fala sobre ataque frustrado na véspera de Natal, no aeroporto em Brasília
Alan Diego confessou ter colocado uma bomba em um caminhão perto do aeroporto. As investigações comprovaram o envolvimento, com imagens de câmeras, com o eletricista deixando a bomba no local. Rodrigues admitiu a autoria e disse ter recebido do empresário George Washington de Oliveira, preso em 24 de dezembro, o artefato que seria instalado no para-lamas do caminhão-tanque com mais de 60 mil litros de combustível.

O depoimento confirmou a versão de Oliveira, que tinha dito que a ideia de instalar uma bomba partiu de Rodrigues no acampamento de extremistas em frente ao Quartel General do Exército. O empresário produziu a bomba e repassou o artefato ao eletricista e ao jornalista Wellington Macedo de Souza, que está foragido, e foi quem dirigiu o carro até as proximidades do aeroporto.
Os três suspeitos tornaram-se réus. A pena é de prisão de três a seis anos e multa.
George Washington também foi denunciado por ter sido encontrado com armas e munições. No caso do porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, a pena de prisão é de dois a quatro anos. Com relação às armas de uso restrito, a pena é de três a seis anos de cadeia.

Acusado de preparar ataque a bomba em Brasília viajou 8 vezes com Damares. O cearense esteve em viagens com a ministra ao longo dos oito meses em que trabalhou no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

O jornalista cearense Wellington Macedo de Souza, de 47 anos, foi nomeado assessor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente em fevereiro de 2019, onde trabalhou até outubro do mesmo ano, com um salário de 10 mil reais.



