
Mesmo sem mencionar nenhum artista, o ex-presidente criticou a captação de recursos. Lá mesmo dos EUA ele relembrou os cortes realizados na lei cultural durante a sua gestão
Bolsonaro conversou com seus apoiadores em um condomínio, na Flórida, e comentou sobre sobre a captação de recursos de artistas pela Lei Rouanet:
“Não posso falar nome aqui. Quando eu assumi, cada artista podia pegar até quanto por ano, alguém sabe aí? Cada artista? Artista importante, lógico. Até R$ 10 milhões por ano. Eu passei para R$ 1 milhão quando eu assumi, depois nós passamos para R$ 100 mil. E R$ 100 mil é muito dinheiro, pessoal. R$ 100 mil em dólar são US$ 20 mil, não é isso? Eu sei que o custo de vida é mais caro aqui, você faz a conversão na hora e é mais caro. Mas US$ 20 mil é bastante dinheiro para você aparecer no mundo cultural. Agora, já voltou a festa lá”, disse ele.
Em sua fala, o ex-presidente não citou nomes, mas seu filho e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), publicou uma mensagem em que criticava a captação de recursos através da Lei Rouanet de mais de R$ 5 milhões para a realização de uma peça teatral da atriz Cláudia Raia. Na publicação, o parlamentar afirmou que o primeiro mês de governo ainda não chegou ao fim e a “farra com o dinheiro público já está instalada”. “Era para isso que queriam a volta dos lulo-petistas? Quero só ver o que terão feito quando chegar o fim do ano”, completou o congressista.



