
(por João Lemes) Não há espaço suficiente nas calçadas, isso quando há calçadas, ruas ou estacionamentos. A frota de veículos já ultrapassa 35 mil e o estacionamento pago está disponível por toda parte. Mas há muitas calçadas obstruídas e certos lugares que deveriam ser públicos, são marcados como privativos para clientes – veículos de não clientes são sujeitos a guincho.

É um retrocesso saber que o privado cada vez mais invade o espaço público. Saibam: aquele que rebaixa a calçada para estacionar mais carros em seus espaços destinados a clientes, pode fazê-lo, porém, deve permitir que qualquer um usufrua do local, e não apenas clientes. Está na lei.

Basta sair em Santiago e ver lojas com muitos metros de calçada rebaixada, fazendo seus estacionamentos privados. Só que não. Não é privado. Por isso peço aos vereadores e a fiscalização que providencie urgentemente uma saída para tal impasse. É necessário que a fiscalização remova as placas de “estacionamento privativo para clientes” e coloque uma placa de “estacionamento público”.

Outra coisa importante, é que a lei de trânsito estabelece que para rebaixar guia de calçada, é preciso que isso conste na planta do imóvel. Ou seja, o órgão responsável precisa autorizar cada estacionamento destes.

A ética do debate público
O melhor da ética está no debate público, em que pessoas vão aprendendo a lidar com os problemas urbanos e adequando os lugares para que sirvam a todos. Dia desses estacionei num desses lugares privados justamente para provocar uma situação. Então, alguém me pediu que tirasse o veículo. Olhei para ele e disse; você sabe que está errado. Que esse estacionamento é para todos e que essa placa que aí está é ilegal.
Infelizmente é assim: a pessoa não segue a ética e depois bate no peito e diz “eu tenho meus valores, minha ética”. O problema é que ao ir para casa já não sabe mais quem ela é de verdade.
Com a palavra o poder público, a Promotoria e os senhores vereadores e conselho de trânsito.




Até seria uma boa também a fiscalização de carros tranca rua, via dupla não existe, moto não conhece placa de pare, semáforo e lombada de madrugada. Trechos da sete de setembro horário de pico ninguém atravessa. Faixa de segurança só pra gastar tinta, ninguém respeita… Nem pedestres, nem veículos… Santiago está longe de cidade educadora