
Os dados são divulgados em momento de retomada da pauta de proteção ambiental pelo governo Lula. Há discussões sobre a retomada de contribuições da França, da União Europeia, do Reino Unido e dos EUA para o Fundo Amazônia, paralisado desde 2019 pelo governo Bolsonaro.
Na região, 167 quilômetros quadrados foram destruídos no mês passado. Sinal de queda de 61% em relação ao mesmo mês de 2022, quando foi registrada uma área desmatada de 430 quilômetros quadrados no bioma, segundo o Inpe (Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Os estados que mais tiveram registros de desmatamento foram Mato Grosso (69 quilômetros quadrados), Pará (32) e Roraima (31), somando 79% do total de destruição em janeiro de 2023 na Amazônia Legal.
Os três municípios que mais desmataram são do estado de Mato Grosso (Porto dos Gaúchos, Querência e Tabaporã), com uma área de 33 quilômetros quadrados.
No cerrado, foram destruídos 442 quilômetros quadrados, mantendo um patamar alto de destruição, mais de duas vezes superior ao desmatamento na Amazônia.
Os dois estados que mais desmataram são da área que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, região considerada a principal fronteira de expansão agrícola no Brasil e uma das grandes frentes de destruição do mundo. Em janeiro, na Bahia (156 quilômetros quadrados). No Piauí (124) contribuíram para 63% da área desmatada no bioma.
“Ainda é cedo para falar sobre uma reversão de tendência, já que parte desta queda pode estar relacionada com uma maior cobertura de nuvens no período. O sistema Deter usa imagens de satélites com sensores que podem ser afetados por nuvens.



