O profissionalismo da mulher, onde ela quiser

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Mariane Almeida, Daniel Vitt e Daniele Ferreira.

Santiago – Você, mulher, que tem aí os seus 20, 30 ou, vá lá, 40 anos nasceu numa época em que as leis resguardam os direitos femininos. E também está vendo, de forma natural, elas ocupando funções que, majoritariamente, eram reservadas para os homens. No entanto, os direitos e avanços não foram dados à mulheres de nenhuma faixa de idade: foram (e ainda estão sendo) conquistados. Representam muita luta, muito sangue, suor e lágrimas.
É por isso que muitos vovôs hoje são capazes de se espantar com o trabalho de profissionais como Mariane Almeida dos Santos e Daniele Ferreira Viana, que trabalham como técnicas da empresa Azecom Internet. Você, mulher de 20, 30 ou, vá lá, 40 anos encara isso com naturalidade, porque velho é o preconceito.

No entanto, a empresa Azecom Internet apostou no trabalho dessas duas profissionais, criando uma equipe feminina que faz qualquer serviço que um homem faria. Carregam escada, sobem em poste, carregam cabos, sobem em telhados, o que for. E com maestria, garantiu Daniel Vitt, representando a direção da empresa. Ele, e as duas colegas estiveram no programa “A Pauta é”, conversando com Sandra Siqueira.

Elas trabalham de igual, sem reclamar

A primeira a ingressar na equipe de técnicos da empresa foi Mariane, que trabalhava como servente de pedreiro e resolveu mudar de profissão. Conhecia o Daniel, por ter trabalhado em obra na casa dele, e encaminhou um currículo. Ele, como conhecia o trabalho dela, recomendou a contratação. Depois, foi Mariane que abriu caminho para a amiga Daniele. O treinamento para as duas foi feito pela empresa. O fato de serem mulheres não significa serviço leve e nem elas querem saber disso, trabalham de igual, sem reclamar de nada. A não ser, do calor. “Prefiro trabalhar no inverno. Esse calorão ninguém merece, mas vamos encarar”, brinca Mariane.

E os clientes?

Durante a entrevista, eles recordaram de um fato que marcou. Elas foram fazer um atendimento na casa de um cliente, que ligou para a empresa, questionando se não teria uma equipe masculina para lhe atender. Daniel foi até lá, conversou com o cliente e garantiu que elas eram excelentes no que faziam e pediu que as deixassem mostrar isso. Assim foi feito, o serviço ficou de excelência e, mais tarde, o cliente ligou pedindo desculpas. “Esse foi apenas um caso. Mas a maioria dos clientes reconhece e admira o trabalho das nossas meninas, excelentes técnicas”, garante Daniel.

Recentemente a empresa Azevedo Internet, agora Azecom, inaugurou sua nova sede, na esquina da Bento Gonçalves com a Tito Beccon e está com 27 funcionários, entre homens e mulheres. E oferece pacotes de internet a partir de R$ 69,90.

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