
De olho na rua e na falta de fiscalização – o errado virou moda e o certo pouco se vê
(porJoão Lemes)
Não adianta, ou adianta no mínimo pouco, organizar o trânsito colocando redutores, sinaleiras, estacionamentos, se as pessoas não cumprem a lei. Não há motivo para você desobedecer a essa lei, porém, convenhamos: é preciso haver fiscalização, e isso é o que menos existe em Santiago.

Conforme o tenente Renan, comandante dos Bombeiros de Santiago, a Terra dos Poetas é uma cidade onde mais se vê acidentes envolvendo motos. Se ele olhasse um pouquinho mais, veria que é uma das cidades onde não existe rótula – um sucesso em grandes cidades e a baixo custo. Aqui se prefere sinaleiras, ou “conjuntos semafóricos” como diz o nosso elegante e ilustre secretário de obras.

Outra vista grossa se faz é para as calçadas rebaixadas em diversas empresas, principalmente em farmácias. Como Santiago tem uma farmácia ou duas três em cada esquina, e elas fazem o seu estacionamento como desejam, a população que pague o estacionamento ou deixe o carro bem longe.

Essas calçadas rebaixadas de uma forma ilegal também se vê em frente à residências. É o caso da avenida Alceu Carvalho. Se deixar como está, o que já virou moda vai ser eternizado.
Por fim, resta falar das filas duplas e dos caminhões que não obedecem ao horário de carga e descarga, prejudicando grandemente o trânsito, como se vê nessa foto na Bento Gonçalves. Não há dia na semana que você não note algo assim nas ruas de Santiago.
Alô, Brigada; alô, Guarda Municipal; alô, Conselho de Trânsito! Cadê vocês?



