
O ministro Fernando Haddad afirmou que a Petrobras poderia reduzir os preços da gasolina e do álcool para compensar a reoneração dos combustíveis, que serão novamente taxados.
Haddad declarou que a política de preços da estatal seria respeitada e que ela tem um “colchão” que permite ajustar os preços para amenizar o aumento dos impostos.
A decisão final sobre a reoneração será tomada após uma reunião entre Haddad, o presidente Lula e o ministro Rui Costa.
O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes, James Thorp, sugeriu que a Petrobras reduza os preços para se alinhar com o preço de paridade de importação (PPI) e compensar a reoneração.
A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis estima que a volta dos impostos representaria um acréscimo de R$ 0,69 na gasolina e R$ 0,24 no litro de etanol.
O rebaixamento ou zeragem de tributos leva a preços finais menores e estimula vendas, o que aumenta as receitas dos postos. A expectativa de reoneração não perturbou os preços da rede de 40 mil postos representados pela Fecombustíveis e não gerou movimento de corrida aos postos.



