Por Márcia Martins Pinto
“Resolvi escrever, pensando na credibilidade do blog. Hoje me deparei com uma enorme injustiça e gostaria de denunciar o abuso de autoridade e prevalecimento por parte de alguns policiais militares, profissionais formados que deveriam estar preparados para defender e trazer o bem-estar geral da sociedade.
Por volta das 13h40, quando me deslocava ao centro, me deparei com um homem caído no meio da rua Silveira Martins, próximo da rodoviária, que parecia estar embriagado ou desmaiado. Havia uma senhora parada num carro vermelho, apelando aos policiais para que não machucassem aquele homem.
Então, parei meu carro e saí para ajudar a tirar aquele homem da rua. Foi quando três policiais surgiram da Flores da Cunha, furiosos, e arrastaram o pobre moribundo com tanta força, que dava para ver suas feições de dor. Foi então, que a senhora do Siena os chamou de prevalecidos.
Os mesmos policiais foram para cima dela e a mandaram calar a boca. A xingaram e coagiram, mandando que “ela levasse o cidadão para casa e cuidade dele”. Em seguida, apareceu outra viatura e estavam ligando pra algum lugar. Foram pedindo para ver os documentos da senhora e do carro dela e a revistaram, porque tentou defender o homem caído.
Vendo tudo isso, eu Márcia Martins, que estudei e me formei em Direito, sei dos meus deveres, liguei para o quartel da Brigada e pedi uma solução. Mas fui ofendida pelo atendente. Que disse que eu não sabia o que tinha acontecido e, se não gostasse, era para “levar o homem para casa”. Eles não tem o direito de se valer da autoridade que possuem para machucar as pessoas, invés de solucionar os problemas da sociedade.
Me sinto ultrajada e ofendida por contar com autoridades assim. Afinal, esses PMs são para cuidar ou para apenas coagir? Amendrontar? Para que eles foram formados?
Deixo claro que não estou generalizando, pois já precisei antes de outros e fui muito bem atendida, mas à estes deixo a minha revolta e peço que se puderem denunciem, afinal ligar para a Brigada não vai adiantar.


