
Santiaguense fez parte da expedição brasileira à Antártica e entra para a história como um dos raros santiaguenses a conseguir tal feito
(por João Lemes)
Ele é de família humilde. Seus pais atuam no ramo de padaria e confeitaria. Mas o menino cresceu sempre interessado nos estudos. Graças ao ingresso na URI Santiago, ele conseguiu cursar Biologia e nunca mais parou.
Aos 25 anos Fernando Bertazzo da Silva já é mestre na área. Para o espanto de muitos, o santiaguense fez parte da expedição brasileira à Antártica. Entra para a história como um dos raros santiaguenses a conseguir tal feito. O estudo vai enriquecer sua tese de doutorado pela Unipampa.
O estudo dos fungos
Fernando esteve na rádio Nova Pauta e contou da sua excursão à Antártica. Disse que foi para estudar os fungos e sua importância na vida humana, para o meio ambiente. Destaca que alguns fungos são ricos em nutrientes para o homem se alimentar no futuro, como já vem acontecendo com os conhecidos cogumelos comestíveis aqui no Brasil.
Troca de experiência
Ele contou que, embora a Antártica seja um continente gelado, as roupas adequadas amenizaram o impacto. Ainda disse que aproveitou muito desde o navio até a chegada aos locais de estudo. A troca de experiência foi muito grande e concluiu dizendo que sua tese deverá virar artigo para revistas científicas.

Só tenho a agradecer
Agradeceu à URI Santiago, aos professores, à amiga Lígia Rosso que o ajudou com o seu inglês, enfim, à Unipampa por ter os olhos focados no futuro.
“Soubemos da importância do investimento em pesquisas para o bem da humanidade, tanto na saúde como na alimentação. Graças a esse investimento, um santiaguense filho de uma confeiteira e de um padeiro conseguiu romper fronteiras”, disse Fernando agradecido.


Os 28 dias no continente gelado
A expedição à Antártica ocorreu sob a orientação do professor-doutor Jair Putzke em parceria com o projeto Permaclima, coordenado pelo professor-doutor Carlos Schaeffer, da Universidade Federal de Viçosa (MG).
A distribuição e diversidade de fungos e plantas
Ele estuda a distribuição e diversidade de fungos e plantas no Continente Antártico, além de avaliar como as mudanças climáticas estão afetando esses organismos. As pesquisas também pretendem avaliar a aplicação biotecnológica de fungos oriundos da Antártica, cultivados em laboratório pelos pesquisadores.
O acampamento
“Eu acampei na Península de Byers, Ilha Livingston, arquipélago das Shetland do Sul. Nosso acampamento durou 28 dias e abrangeu sete pesquisadores distribuídos em quatro projetos de pesquisa, além de dois alpinistas responsáveis pelo acampamento”, declarou.
Nosso translado até a Antártica foi por meio do Programa Antártico Brasileiro em parceria com a Marinha do Brasil, a partir do Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel – H44 e com a Força Aérea Brasileira, a partir do KC-390.






