
A Abin comprou o programa por 5 milhões e 700 mil com dispensa de licitação, no fim de 2018, durante o governo Temer, e foi utilizado ao longo do governo Bolsonaro até meados de 2021.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) utilizou um sistema secreto de monitoramento para rastrear cidadãos durante os três primeiros anos do governo Bolsonaro, de acordo com uma reportagem do jornal O Globo. O sistema permitia monitorar os passos de até 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses, sem a permissão deles.
A ferramenta, chamada “FirstMile”, foi desenvolvida pela empresa israelense Cognyte (ex-Verint) e permitia rastrear o trajeto de uma pessoa a partir de dados transferidos do celular para torres de telecomunicações instaladas em diferentes regiões. O programa oferecia a possibilidade de acessar o histórico de deslocamentos e até mesmo criar “alertas em tempo real” de movimentações de um alvo em diferentes endereços.



