Produtores rurais em alerta diante da disparada de invasões de terra no país

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O Brasil já registrou 17 ocupações de propriedades em 2023 – equivalente a 27% das ocorrências dos últimos quatro anos.

O MST iniciou uma série de ações em abril, com a ocupação de um engenho desativado em Pernambuco. A ofensiva do MST pressiona o governo Lula, que precisa equilibrar aliados tradicionais e o agronegócio, setor com força econômica e política representado por uma numerosa bancada no Congresso.

No RS existem 345 assentamentos que abrigam 12.186 famílias.

O MST reivindica a criação de um cadastro único e cronograma de atendimentos para 100 mil famílias acampadas no Brasil e por uma resolução para as 30 mil famílias em áreas de pré-assentamento.

O medo é que essas manifestações sejam acompanhadas de muita violência, especialmente durante o período de colheita do arroz.

Paulo Ricardo Dias, coordenador da Comissão de Assuntos Fundiários (Farsul) afirma que a maior incidência de invasões denota maior permissividade do governo e que todos os assentamentos do estado são um foco em potencial a ser monitorado.

A preocupação levou à reformulação das comissões temáticas e à implantação de um sistema de comunicação integrado. A meta é possibilitar a troca de informações instantâneas sobre movimentações e canais facilitados com as forças de segurança. (GZH)


Incra – A a prioridade é recompor o orçamento

O novo presidente do Incra, Cesar Aldrighi, diz que a prioridade é recompor o orçamento (que já foi de quase 5 bilhões em 2010, no segundo mandato de Lula, e hoje é de 270 milhões). Isso é necessário para retomar os assentamentos no campo.

Para se ter uma ideia, dos 345 assentamentos do RS, 193 são federais e servem de moradia e sustento para 8.173 famílias. Outros 142 são estaduais (3.706 famílias) e dois municipais (21 famílias). Há ainda oito reassentamentos de comunidades rurais atingidas por barragens (286 famílias). O projeto federal mais recente foi criado sete anos atrás, em 2016. Trata-se do PA Herdeiros da Resistência, que fica no município de Pelotas.

O MST não tem legitimidade, diz o deputado Alceu Moreira

A declaração do novo presidente do Incra demarca uma divisão que existe, pelo menos, desde a década de 1980 no país. É o que sustenta o deputado federal gaúcho e integrante da bancada ruralista no Congresso, Alceu Moreira (MDB). Ele considera que, atualmente, o MST não tem legitimidade e defende que o aumento das invasões em 2023 explica-se pela ligação do movimento com o Partido dos Trabalhadores.

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