
A Comissão de Ética Pública notificou ex-ministros do governo Bolsonaro sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que sugere a devolução de presentes caros recebidos pelas autoridades brasileiras em viagem oficial ao Catar em 2019, incluindo relógios de luxo das marcas Rolex, Chopard e Cartier.
O TCU considerou que os itens violaram o princípio da “moralidade pública” e extrapolaram os “limites da razoabilidade”.
O ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, já devolveu o artigo de luxo, enquanto outros ex-ministros, como Gilson Machado, sugeriram perícia para verificar o valor dos relógios. Ernesto Araújo e Onix Lorenzoni também foram comunicados da decisão.
A Comissão de Ética Pública pode rever o posicionamento anterior que permitiu o recebimento dos presentes de luxo.
A nova discussão ocorre no momento em que a Polícia Federal investiga joias recebidas pelo ex-presidente Bolsonaro.



