
O ex-presidente é alvo de operação da PF. Ele falou com jornalistas sobre suspeita de fraude em dados do Ministério da Saúde
“Não existe adulteração da minha parte. Não tomei a vacina, ponto final. Nunca neguei isso”.
Questionado sobre a suspeita de que teria feito o documento falso para conseguir entrar nos Estados Unidos, onde ficou por três meses a partir do fim de dezembro de 2022, Bolsonaro afirmou:
“— “Nunca me foi pedido cartão de vacina em lugar nenhum. Sempre disse que não tomei.”
Além do próprio cartão do ex-presidente, a investigação apura se o cartão de vacinação de sua filha Laura, de 12 anos, foi adulterado. “Minha filha não tomou vacina”, confirmou o ex-presidente, argumentando que decidiu por não se imunizar ao ler a bula da vacina da Pfizer.
Sobre as buscas na casa dele, Jair Bolsonaro se disse surpreso:
“Fico surpreso com a busca e apreensão. Todo o mundo é igual, é cidadão, mas fazer uma busca e apreensão na casa de um ex-presidente para criar um fato, eu fico. Hoje em dia no Brasil tudo é possível”, acrescentou.
A Operação Venire, da PF, cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão, em Brasília e no Rio de Janeiro. Entre os presos estão o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, e dois homens que atuaram na segurança do ex-presidente, o policial militar Max Guilherme e o militar do Exército Sérgio Cordeiro.



