Flávio lavou mais de um milhão das rachadinhas em loja de chocolate

Irregularidades na distribuição de verba parlamentar foram investigadas pelo MP-RJ e pelo MPF
O laboratório do Ministério Público do Rio de Janeiro descobriu que o chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro, Jorge Luiz Fernandes, recebeu 2 milhões em créditos repassados de contas de outros servidores nomeados no gabinete. Há também investigações sobre possíveis contratações de funcionários fantasmas. (O Globo)
Essas práticas, conhecidas como “rachadinha”, também são investigadas em relação a outros membros da família Bolsonaro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Relatórios ainda apontam movimentações atípicas na conta de um ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, indicando o esquema de “rachadinha”.
Jair Bolsonaro também enfrenta acusações de improbidade administrativa por manter uma funcionária fantasma em seu gabinete quando era deputado federal.
O DRAMA DE FLÁVIO
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que houve uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Segundo promotores, esse dinheiro foi lavado através de investimentos em uma loja de chocolates em um shopping no Rio. Um total de 13 funcionários participaram do esquema conhecido como “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro, coordenado por Queiroz, que foi preso em 2020 durante as investigações. Foram identificados 383 depósitos na conta do ex-assessor.
Outra forma de lavagem de dinheiro envolvia a compra de imóveis com dinheiro vivo, que era sacado diretamente no caixa por Queiroz. Parte desses recursos também foi utilizado para pagar despesas pessoais do parlamentar, como a mensalidade escolar da sua filha.



