
A população mundial está ficando imbecilizada. E por quê?
(João Lemes – professor-doutor em educação) A cada geração, o QI das pessoas aumenta. Isso se deve a vários fatores, como a melhoria da saúde, nutrição, estudos… No entanto, muitos estudos indicam que, pela primeira vez na história, as gerações estão ficando menos inteligentes.
Isso significa que a geração atual não tem e não terá um QI mais elevado que a geração anterior. Por que digo isto? Porque estou baseado no livro “A fábrica de cretinos digitais”, do neurocientista francês Michel Désmurgét.
Embora eu não concorde com esta descrição ou tradução para o português, admito que crianças, jovens e até adultos estão deixando de pensar. Estão deixando de exercitar o cérebro. Estão esquecendo de que ele, o cérebro, é o computador mais potente de todos os tempos, mas para que ele funcione bem é preciso estimulá-lo diariamente.
Neste livro, o autor apresenta dados concretos e conclusivos de como os dispositivos digitais estão afetando seriamente o desenvolvimento neural de crianças e jovens. Ele alerta para as graves consequências de continuarmos a promover sem senso crítico o uso dessas tecnologias, que acarretam malefícios à saúde do corpo, ao estado emocional e ao desenvolvimento intelectual.
Os jovens de hoje são a primeira geração da história com um QI mais baixo do que a última. E isso tem muito a ver com o tempo excessivo que passam na frente de telas, consumindo conteúdos superficiais e distrativos.
O livro se tornou um best-seller na França e recebeu o Prêmio Femina de Ensaio em 2019. É uma leitura obrigatória para pais, educadores e todos aqueles que se preocupam com o futuro das novas gerações. Ele nos convida a refletir sobre o papel das telas em nossas vidas e a buscar um equilíbrio entre o uso saudável e o abuso nocivo da tecnologia digital.



