
A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao STF que investigue diretores do Google e do Telegram no Brasil, acusados de participar de uma campanha de desinformação contra o Projeto de Lei das Fake News. O pedido foi feito após uma notícia-crime apresentada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. O caso está em sigilo e será avaliado pelo ministro Alexandre de Moraes.
As empresas estariam atuando de forma abusiva para proteger seus interesses econômicos, promovendo desinformação e manipulação contra a aprovação do projeto. Moraes já havia determinado que o Telegram removesse uma mensagem em massa contra o projeto, e o governo exigiu que o Google rotulasse um material crítico ao projeto como publicidade.
A Câmara argumenta que as empresas estão realizando uma campanha suja, com disseminação em massa de mensagens, causando sobrecarga nos serviços de TI da instituição e afetando os trabalhos legislativos. A ação das empresas pode constituir crimes contra instituições democráticas, a ordem consumerista e a economia.
A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, afirmou que é necessário esclarecer as condutas descritas por Arthur Lira e solicitou depoimentos dos diretores, além da preservação e análise de todas as postagens, publicações e mensagens relacionadas ao caso. As empresas envolvidas ainda não se manifestaram sobre o pedido da PGR. (GZH)



