115.910. Esse é número de armas recadastradas na Polícia Federal no RS. Estamos em segundo lugar com o maior número de armas

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Essa medida foi implementada pelo governo federal, que determinou o cadastramento de armamentos em todo o país. Anteriormente, essas armas precisavam apenas ser registradas no Exército. O prazo para o recadastramento encerrou-se em 4 de maio, e os proprietários que não realizaram o registro serão procurados pela Polícia Federal e podem sofrer sanções.

No ranking dos estados, São Paulo lidera com 216.054 armas recadastradas, seguido pelo Rio Grande do Sul. O Paraná fica em terceiro lugar, com 103.902 armas, seguido por Santa Catarina, com 83.475, e Minas Gerais, com 80.240.

O objetivo do decreto é recadastrar todas as armas de fogo registradas no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma) do Exército, inserindo-as no Sistema Nacional de Armas (Sinarm) mantido pela Polícia Federal. Essa mudança abrange todas as armas adquiridas ou transferidas a partir de 7 de maio de 2019, incluindo o grupo de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs), que são inscritos no Sigma.

Essa nova regra faz parte de uma política mais rigorosa do governo federal em relação ao uso de armas pela população. Outras medidas foram anunciadas, como a redução do número total de armamentos e munições permitidos para CACs no país.

A Polícia Federal afirmou que o número de armas recadastradas superou as expectativas e destacou que 44.264 dessas armas são de uso restrito, como fuzis. No RS, essas armas representam 38% do total recadastrado. Ainda há 6.168 armas de uso restrito pendentes de registro no estado.

A polícia não divulgou o número total de armas não registradas por proprietários, incluindo as de uso permitido.

Os proprietários que não cumpriram a nova norma serão procurados pela Polícia Federal e poderão sofrer penalidades, incluindo a apreensão das armas por infração administrativa.

O delegado Cícero Costa Aguiar, chefe da Delegacia de Controle de Armas e Produtos Químicos (Deleaq) da PF no RS, afirmou que a colocação do estado no recadastramento não surpreende, pois há uma cultura de posse de armas na região.

Durante o período de recadastro, houve um aumento na demanda presencial na delegacia, principalmente para armas de calibre restrito, que precisavam ser levadas pessoalmente às delegacias da PF.

Institutos como o Sou da Paz e o Igarapé consideraram positiva a adesão ao processo de recadastramento, mas expressaram preocupação com o número de armas de uso restrito que não foram recadastradas.

Eles lembraram que até 2019, essas armas não podiam ser adquiridas por civis e que a liberação ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro, que promoveu diversas flexibilizações. (GZH)

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