Uma sequência de anos secos, em um triênio sem precedentes nos registros, esgotou as reservas hídricas no sul do país e a população agora enfrenta a falta de água potável na região de Montevidéu.

Devido ao déficit hídrico que já dura três anos, a água encanada em Montevidéu e na região metropolitana da capital está com um grau de salinidade fora do comum. A situação excepcional é resultado da mistura das águas doces da bacia do rio Santa Lucía com as águas salgadas do Rio da Prata.
As autoridades aumentaram temporariamente o limite de sódio permitido por litro de água para garantir o abastecimento, mas reconhecem que essa água não é potável de acordo com os padrões normais.
O Ministério da Saúde recomendou que a população evite consumir essa água se tiver doença renal crônica, insuficiência cardíaca, cirrose ou se estiver grávida. Com a água salobra chegando às torneiras, a venda de água engarrafada triplicou, gerando preocupações com o possível desabastecimento. O governo está adotando medidas para garantir o acesso à água mineral para a população de baixa renda, incluindo a distribuição gratuita de água engarrafada.
A crise hídrica no Uruguai se transformou em uma crise política, com governo e oposição trocando acusações sobre a falta de preparo para lidar com a escassez de água. A oposição acusa o governo de ter rejeitado um projeto que garantiria o abastecimento de água, enquanto os governistas prometem a construção de uma estação de tratamento de água no sul do país para abastecer a região metropolitana com águas do Rio da Prata. A situação tem gerado protestos nas ruas contra a gestão da água. (Metsul)




