O vídeo tem 1 minuto e 40 segundos e usa o Hino Nacional como trilha sonora
Pelo WhatsApp, ele mandou vídeo convocando para as manifestações de 15 de março, organizadas por movimentos de extrema direita para defender o governo e protestar contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). A gravação, em tom dramático, mostra a facada que Bolsonaro recebeu em MG para dizer que ele “quase morreu” para defender país e que agora precisa que as pessoas vão às ruas para defendê-lo.
A manifestação foi marcada após fala do general Heleno. Ele disse que governo não pode aceitar chantagem.
Bomba no Congresso
O deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, partiu para o ataque contra a jornalista Vera Magalhães, a primeira a noticiar que Jair Bolsonaro havia convocado para a manifestação do dia 15. Ao comentar uma declaração do pai de 2018 recuperada pela jornalista, Eduardo perguntou: Eduardo Bolsonaro: “Se houvesse uma bomba H no Congresso, você realmente acha que o povo choraria?”
“Não autorizei ninguém a utilizar minha imagem”
…. afirma Mourão sobre cartaz convocando para dia 15. O vice-presidente culpou anonimato das redes sociais pelo uso de foto e disse que nunca participou de “atos dessa natureza”
“Não autorizei ninguém a utilizar minha imagem. Essa questão das redes leva a que pessoas, se utilizando do anonimato, publiquem o que bem entendem. Não concordo com isso. Quanto a manifestação do dia 15, faz parte do sistema democrático e temos de conviver com elas. De minha parte não haverá nenhuma convocação”, disse.
Ministro Celso de Mello reage
O ministro do diz que a atitude demonstra desconhecimento do “valor da ordem constitucional”. Liderada por parlamentares bolsonaristas e ativistas conservadores, a convocação – encaminhada pelo presidente a amigos tem causado controvérsia e repúdio, até entre aliados do presidente, porque agrega bandeiras contra o Congresso e o Supremo.
‘A criação de tensão institucional
não ajuda o país a evoluir’
Sem citar o nome de Bolsonaro, nem o episódio do vídeo, Rodrigo Maia também foi ao Twitter defender a “ordem constitucional”. “Criar tensão institucional não ajuda o país a evoluir. Somos nós, autoridades, que temos de dar o exemplo de respeito às instituições e à ordem constitucional. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir”, disse Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.
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