
A visita do presidente venezuelano Nicolás Maduro ao Brasil gerou polêmica devido às acusações contra ele e às falas do ex-presidente Lula da Silva. A visita ainda trouxe à tona a dívida bilionária que a Venezuela possui com o governo brasileiro.
Maduro veio ao Brasil para participar de uma cúpula com líderes sul-americanos proposta por Lula. A dívida totaliza cerca de US$ 1 bilhão e 200 milhões, resultante de inadimplência relativa a exportações brasileiras para a Venezuela.
- A maior parte das operações de exportação envolveu empresas de engenharia brasileiras e foi financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O Fundo de Garantia à Exportação (FGE), vinculado ao Ministério da Fazenda, cobriu parte do calote. No entanto, especialistas afirmam que isso acaba sendo custeado pelo contribuinte brasileiro.
A avaliação de risco dessas operações é apontada como um problema, já que empréstimos foram feitos a países de alto risco de crédito sem uma devida precificação. Atualmente, está em discussão um novo modelo para o FGE, mas nenhuma decisão foi tomada até o momento.
O governo brasileiro explicou em nota à BBC News Brasil que o FGE “cobriu o calote”.
Segundo o economista e professor do Insper Sérgio Lazzarini, isso é uma “falácia”. Ele explica que, por conta das dívidas e dos calotes acumulados, o patrimônio do fundo foi minguando, cujos recursos são provenientes, dentre outras fontes, do orçamento federal.
“Quem paga essa conta é, em última análise, o contribuinte”, diz.



