O número é 168% maior do que no ano passado

Nos primeiros cinco meses de 2023, foram registrados 201 descredenciamentos, quase três vezes mais do que o total de 2022, que foi de 75. Em comparação ao mesmo período de 2022, o número de descredenciamentos é quase sete vezes maior.
O Sindicato Médico acredita que os dados oficiais subestimam a quantidade de profissionais que não atendem mais pelo convênio, estimando que cerca de 300 médicos tenham tomado essa decisão apenas na Região Metropolitana.
A falta de reajuste nos honorários médicos, que não ocorre há 12 anos, é apontada como o principal motivo para essa situação.
Como forma de protesto, os médicos têm realizado paralisações nos atendimentos desde abril e decidiram manter a mobilização por tempo indeterminado.
- O sindicato está em negociações com os deputados para incluir as reivindicações no projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa, que não menciona reajustes.
Além do aumento dos honorários, a categoria pretende propor outras mudanças, como a participação dos médicos no conselho de administração do IPE Saúde, a criação de câmaras técnicas para controle de gastos e a implementação de coparticipação por consultas.
Durante as negociações entre o governo e o sindicato, foi garantido um valor de R$ 140 milhões aos médicos com o novo projeto, proveniente de uma arrecadação estimada em R$ 750 milhões. No entanto, após a apresentação do projeto final, o governador Eduardo Leite afirmou que é necessário discutir a arrecadação antes de determinar os repasses. (GZH)




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