
Desde que foi declarado um regime de exceção em El Salvador em março de 2022, pelo menos 153 presos morreram no país, de acordo com um relatório da organização de direitos humanos Cristosal.
O relatório revela que essas mortes ocorreram devido a tortura, espancamento ou falta de cuidados médicos. Mais de 68 mil pessoas foram detidas durante esse regime de exceção, que faz parte da chamada “guerra às gangues” liderada pelo presidente Nayib Bukele. Relatos de ex-detidos descrevem situações de tortura, incluindo eletrocutamentos, espancamentos e negligência médica.
- O relatório destaca o padrão comum de hematomas, ferimentos e sinais de estrangulamento encontrados nos corpos dos detidos. Familiares e organizações de direitos humanos denunciam que muitos dos detidos são inocentes e que as autoridades salvadorenhas tentam encobrir as mortes atribuindo-as a causas naturais.
O regime de exceção foi imposto após um aumento alarmante no número de homicídios no país, mas o relatório sugere que o governo e as gangues têm uma relação mais complexa do que se pensava. Ativistas e oposição política têm criticado a suspensão das garantias constitucionais e exigem o fim do regime de exceção.
No entanto, o vice-presidente Félix Ulloa afirma que a maioria da população apoia o regime de exceção. A organização Cristosal enfatiza que a suspensão das garantias constitucionais é a única política pública implementada pelo governo.




