
O túmulo da “Menina Sem Nome” tornou-se o mais visitado dos cemitérios públicos do Recife, despertando uma devoção que atravessa décadas. Em 1970, a criança de 8 anos foi assassinada na Praia do Pina e enterrada como indigente, após passar 11 dias no Instituto de Medicina Legal à espera de reconhecimento pela família. Ao longo dos anos, a “Menina Sem Nome” adquiriu status de “santa popular”, atribuindo-se a ela várias graças alcançadas.
O túmulo da criança no Cemitério de Santo Amaro recebe visitas diárias de devotos, que acreditam na intercessão e realização de milagres pela “Menina Sem Nome”. Essas pessoas tratam da conservação e limpeza do túmulo, além de levarem presentes como brinquedos, doces e ex-votos como forma de homenagem, agradecimento e pagamento de promessas.
A devoção à “Menina Sem Nome” ganhou destaque especialmente no Dia de Finados, mas as visitas acontecem ao longo do ano. Reportagens da época já registravam a adoração em torno do túmulo dois anos e meio após o sepultamento da criança. A devoção cresceu ao ponto de alguns devotos considerarem a “Menina Sem Nome” uma santa.
Apesar de a Arquidiocese de Olinda e Recife negar a possibilidade de abrir um processo de beatificação e canonização da “Menina Sem Nome”, os devotos continuam a expressar sua devoção, cuidando do túmulo e atribuindo-lhe poderes de realizar milagres. Através dos anos, diversas pessoas relataram graças alcançadas após orações e pedidos dirigidos à criança.
A devoção à “Menina Sem Nome” é um fenômeno de canonização popular, onde as pessoas passam a acreditar que ela é uma espécie de “santa” capaz de realizar milagres. A devoção persiste, independentemente do posicionamento oficial da Igreja, e os devotos continuam a visitar o túmulo e a demonstrar sua fé na “Menina Sem Nome”.
Fonte: G1



