
A decisão da Justiça de Rio Grande, RS, de soltar um homem que atirou contra uma policial civil causou indignação e revolta nas forças de segurança do estado. A juíza do caso revogou a prisão preventiva do réu, alegando que não há elementos suficientes para comprovar que ele teve a intenção de matar os policiais.
A acusação de tentativa de homicídio foi desclassificada para o crime de resistência à abordagem.
A delegada Lígia Furlanetto expressou tristeza e decepção com a decisão, afirmando que foi um claro atentado contra a vida. A policial baleada perdeu parte da memória e a decisão gerou manifestações de revolta por parte de sindicatos e associações ligados à polícia.
O Ministério Público entrou com recurso contra a decisão, buscando que o réu responda pelas tentativas de homicídio no Tribunal do Júri.
A advogada do réu defende a decisão da juíza, argumentando que ele agiu em legítima defesa, pois acreditava que estava sendo alvo de uma execução.
— A sensação é de que essa decisão acaba nos matando um pouco. Mata nosso ímpeto de trabalhar por uma causa maior, de proteger a integridade física das pessoas. Uma policial, mulher, mãe, sai de madrugada, deixa a filha com a vó em casa, dormindo, para ir desenvolver sua missão. Então, é atingida na cabeça, e o Judiciário entende que isso não foi uma afronta contra a vida, mas um mero crime de resistência. É mais do que indignação, nos causa tristeza e decepção — lamenta Ligia.
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